7.9.06

Timor-Leste: Um ferido e mais casas queimadas em mais uma noite agitada

Díli, 06 Set (Lusa) - Grupos rivais envolveram-se hoje em confrontos em Díli, de que resultaram pelo menos um ferido, várias casas queimadas e um carro carbonizado, disseram várias fontes à Lusa.
Num dos locais em que foram referenciados incidentes, e que motivaram a presença de efectivos da GNR, junto ao Hospital Nacional Guido Valadares, os militares portugueses depararam com quatro casas queimadas e uma viatura carboniza da, disse à Lusa o tenente Paulo Cabrita, oficial de ligação do contingente mili tar português.
O número de casas queimadas poderá, contudo, ser superior, estando a de correr investigações no local, acrescentou.
No decurso da operação, um homem, apresentando ferimentos resultantes d e uma catanada, foi assistido pela equipa médica do Instituto Nacional de Emergê ncia Médica (INEM) que integra o contingente da GNR estacionado em Timor-Leste.
Os militares portugueses efectuaram ainda uma detenção, presumivelmente o autor da agressão com a catana, que está a ser ouvido para se apurar se agiu ou não em legítima defesa, procurando proteger os seus bens.
Noutro ponto da cidade, no centro de Díli, junto ao campo de refugiados situado entre o porto da capital e o Hotel Timor, militares australianos foram chamados a intervir para separar grupos rivais, para o que empregaram granadas d e gás lacrimogéneo, mas não há registo de detenções ou de feridos.
Um cidadão português que passou no local, ao volante da sua viatura, durante os confrontos, disse à Lusa que "um número indeterminado de carros foram a pedrejados".
O carro deste cidadão português ficou seriamente danificado em resultad o das pedradas com que foi atingido.A violência em Timor-Leste iniciou-se em Abril passado e levou as autor idades a pedirem à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal o envio de forças militares e policiais para garantir a manutenção da ordem pública.Cerca de 180 mil deslocados distribuídos por campos de refugiados e 30 mortos é o saldo até agora da onda de violência desde Abril.
EL.
Lusa/Fim